terça-feira, 6 de novembro de 2012

Texto de opinião da obra " O Principezinho"


A obra “ O Principezinho” de Antoine de Saint-Exupéry ao início parece ser uma simples história para o público infantil, porém destina-se também às pessoas crescidas. É uma obra que se revela intemporal, é para todos os tempos e para todas as idades. Tem a ver com o interior e sente-se o mesmo desde o início até ao fim.

Na nossa opinião, as personagens com quem o principezinho se cruza dão-nos lições das quais devemos tirar partido, como a raposa que vive no planeta Terra. Esta personifica a amizade, sentimento forte e imtemporal, que é um segredo bem guardado na fórmula  “o essencial é invisível aos nossos olhos”.

Sem dúvida que estamos perante um valor para toda a vida e para todos os tempos e lugares.

 Certamente esta é a grande mensagem do principezinho que, com leveza e fragilidade diz verdades universais que se aplicam a todo o mundo.

Concluímos que a leitura desta obra é obrigatória pelo seu encanto, riqueza e beleza, pela voz que dá modos de ser e de estar que fariam do planeta Terra um lugar maravilhoso.

Como é que um livro tão pequeno pode ter tanto para nos dizer!?



Soraia e Patrícia 9ºF








sábado, 6 de outubro de 2012

Publicidade - Síntese

                 Texto publicitário – texto icónico (imagem)
                                                -texto  verbal 

Existem dois tipos de publicidade:
-Publicidade comercial – promover a venda de produtos ou serviços
-Publicidade Institucional – promover ideias 
Publicidade comercial

Publicidade Institucional
O texto publicitário é constituído por: Texto icónico, texto linguístico,  símbolo da marca  e slogan
O texto icónico deve captar o olhar do  consumidor , pelo estimulo visual.
O slogan é uma frase original, fácil de memorizar
O anúncio deve obedecer aos seguintes aspetos:
A – Atenção – provocar atenção
I- Interesse – provocar interesse
D – Desejo – provocar desejo
M- Memorização  - fácil memorização
A- Ação  (levar aquisição)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Crítica ao filme " O Principezinho "



No âmbito da disciplina de Português, da escola E.B.I Arnoso Santa Maria, a turma 9ºF pelas 08h20min na sala A6 viu o filme “The little Prince” traduzido por “O Principezinho” do realizador Stanley Donen, que tem como atores principais Gene Wilder (Raposa), Bob Fosse (Serpente), Richard Kiley (Piloto) e Steven Warner (Principezinho).
No nosso ponto de vista (Patrícia e Soraia), este musical é do nosso agrado, agradou-nos aos sentidos e ao coração!

É uma história de uma menino que vive num asteróide (pouco maior do que ele), com os seus vulcões em miniatura e a sua linda rosa, que com o tempo vai aprender que é única no universo. Um menino com cabelos loiros que mais parecem fios de ouro e com o seu cachecol amarelo a flutuar ao vento… Um dia, ele resolve viajar por vários planetas e na sua viagem acaba por visitar a Terra onde encontra um grande amigo perdido no deserto Saara. Este por sua vez cai do céu depois de uma varia no motor de avião, em que o mesmo se danifica depois de uma noite com muita turbulência.
O pequeno acaba por contar-lhe as suas duas aventuras da chegada à Terra, começa por resumir a história dele e de uma serpente misteriosa que lhe falava por enigmas e insinuava que se ela o mordesse, devido ao seu veneno mortal, poderia levá-lo para as estrelas.
Porém, também conheceu uma raposa que queria ser cativada, mas o que muda o sentido da história são estas palavras tocantes proferidas por ela: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos!”, que significa que não devemos julgar ou desvalorizar uma coisa nossa só pelo seu aspecto exterior e devemos procurar o que torna cada um especial, mesmo havendo milhares iguais, a nossa é única, pois somos nós que a tratamos e somos nós que estamos responsáveis por ela.
Todavia o principezinho apenas consegue pensar no regresso ao seu asteróide para cuidar da sua rosa. Assim, ele começa a fazer planos com a serpente para voltar ao seu planeta. O narrador consegue consertar o seu avião no dia anterior ao aniversário de um ano da chegada do principezinho.

A serpente morde o príncipe, que cai devagar sem fazer barulho na areia. No dia seguinte, o narrador está convencido que o pequeno retornou ao seu asteróide, o mesmo é também confortado pelas estrelas, nas quais ouve o riso do seu amigo, contudo fica triste e pensa que se a ovelha que desenhou terá comido a rosa do principezinho.
Este filme serviu para percebermos realmente o valor da Amizade e que não devemos matar a criança que há em nós. 

terça-feira, 3 de julho de 2012

O livro


Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso é, indubitavelmente, o livro. Os outros são extensões do seu corpo. O microscópio e o telescópio são extensões da vista; o telefone é o prolongamento da voz; seguem-se o arado e a espada, extensões do seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação.
Em «César e Cleópatra» de Shaw, quando se fala da biblioteca de Alexandria, diz-se que ela é a memória da humanidade. O livro é isso e também algo mais: a imaginação. Pois o que é o nosso passado senão uma série de sonhos? Que diferença pode haver entre recordar sonhos e recordar o passado? Tal é a função que o livro realiza.
(...) Se lemos um livro antigo, é como se lêssemos todo o tempo que transcorreu até nós desde o dia em que ele foi escrito. Por isso convém manter o culto do livro. O livro pode estar cheio de coisas erradas, podemos não estar de acordo com as opiniões do autor, mas mesmo assim conserva alguma coisa de sagrado, algo de divino, não para ser objecto de respeito supersticioso, mas para que o abordemos com o desejo de encontrar felicidade, de encontrar sabedoria.

Jorge Luís Borges, in 'Ensaio: O Livro'

domingo, 10 de junho de 2012

Que dia é hoje? 10 de Junho... Sabes porque é que se fala tanto neste dia?





Luís Vaz de Camões um dos maiores poetas de todos os tempos. Assim como uma das suas obras,Os Lusíadas, a mais conhecida e temida.
Está aqui a oportunidade de saber um pouco sobre este poeta português.
Primeiramente saiba, que Camões faleceu em 1580, e a data de seu falecimento é utilizada para comemorar o Dia do Português. 

A vida de Luís Vaz de Camões poderia ser contada por Heródoto, afinal nada é certo e praticamente tudo é baseado em suposições. A começar pela data de nascimento, da qual se sabe apenas o ano, 1524. Camões nasceu em uma família dita “de pequena nobreza”, o que lhe proporcionou uma educação de boa qualidade – coisa rara naquela época. A nobreza da família lhe proporcionou também conviver entre os aristocratas e a boémia literária de Lisboa.
Apesar da “boa vida”, Camões alistou-se no exército, com o qual viajou para Ceuta, onde combateu e acabou perdendo um olho. Também se alistou para lutar na Índia, mas não o fez. Camões chegou a conhecer a Índia, mas não pelo exército, na verdade viajou até lá, depois de ser libertado da prisão, onde ficou por ter iniciado briga com um funcionário do exército. Conta-se que, na viagem de volta, o navio naufragou e a companheira de Camões veio a falecer. Ele no entanto, teve de fugir a nado, salvando os manuscritos de sua maior obra, Os Lusíadas. O relato deste naufrágio está descrito na obra.
Camões meteu-se em confusões com Dom Francisco Coutinho, vice-rei de Goa, onde acabou sendo presos por dívida e suplicando em versos para que fosse solto. De lá foi para Moçambique a convite de um amigo. O convite só foi aceito porque passava por dificuldades financeiras.
Em 1567, Camões retornou a Lisboa, agora em posse dos manuscritos de Os Lusíadas pronto. Saiu em busca de um editor e, em 1572, publicou a obra. A dedicatória da obra à Dom Sebastião, rei de Portugal, lhe rendeu uma pensão de 15 mil réis, quantia modesta, que não lhe rendeu fortunas, já que em 10 de junho de 1580 faleceu na miséria e seu enterro teve de ser pago por uma instituição de caridade.
Camões é mais um dos que morreram na pobreza e tiveram suas obras valorizadas depois do falecimento do autor.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Feliz dia da criança



Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho 
é uma constante da vida 
tão concreta e definida 
como outra coisa qualquer, 
como esta pedra cinzenta 
em que me sento e descanso, 
como este ribeiro manso 
em serenos sobressaltos, 
como estes pinheiros altos 
que em verde e oiro se agitam, 
como estas aves que gritam 
em bebedeiras de azul. 

Eles não sabem que o sonho 
é vinho, é espuma, é fermento, 
bichinho álacre e sedento, 
de focinho pontiagudo, 
que fossa através de tudo 
num perpétuo movimento. 

Eles não sabem que o sonho 
é tela, é cor, é pincel, 
base, fuste, capitel, 
arco em ogiva, vitral, 
pináculo de catedral, 
contraponto, sinfonia, 
máscara grega, magia, 
que é retorta de alquimista, 
mapa do mundo distante, 
rosa-dos-ventos, Infante, 
caravela quinhentista, 
que é Cabo da Boa Esperança, 
ouro, canela, marfim, 
florete de espadachim, 
bastidor, passo de dança, 
Colombina e Arlequim, 
passarola voadora, 
pára-raios, locomotiva, 
barco de proa festiva, 
alto-forno, geradora, 
cisão do átomo, radar, 
ultra-som, televisão, 
desembarque em foguetão 
na superfície lunar. 

Eles não sabem, nem sonham, 
que o sonho comanda a vida. 
Que sempre que um homem sonha 
o mundo pula e avança 
como bola colorida 
entre as mãos de uma criança. 
 

António Gedeão, in 'Movimento Perpétuo'

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