segunda-feira, 27 de maio de 2013

Ler o mar...

Conjugação Periferástica

É constituída por um verbo principal no infinitivo ou no gerúndio e um verbo auxiliar no tempo que se quer conjugar

·         Os verbos auxiliares da conjugação perifrástica que se utilizam com mais frequência são:
o   Ir
o   Vir
o   Andar
o   Dever
o   Estar
o   Deixar
o   Ter
o   Haver
o   Começar
o   Acabar
o   Continuar

·         A conjugação perifrástica confere ao verbo determinados sentidos como:


o   NECESSIDADE- (ter de + infinitivo)
Ex: Tenho de trabalhar.

o   CERTEZA – (haver de + infinitivo)
Ex: Hei-de conseguir.

o   INTENÇÃO OU PROXIMIDADE DE REALIZAÇÃO (estar para + infinitivo)
Ex: Estar para partir.

o   REALIZAÇÃO PROLONGADA (andar a, estar a +infinitivo)
Ex: Ando a ler um livro.

o   REALIZAÇÃO GRADUAL (ir, vir + gerúndio ou infinitivo)
Ex: Vou lendo calmamente.

o   ACONTECIMENTO SIMULTÂNEO (estar a, ir a + infinitivo)
Ex: Estava a sair quando o telefone tocou.

o   PROBABILIDADE OU DEVER (dever+ infinitivo)
Ex: Devo ter esse livro.

o   POSSIBILIDADE ( poder + infinitivo )
Ex: Eles tinham sido avisados que podiam reprovar.


o   INÍCIO DE REALIZAÇÃO ( começar + infinitivo)
Ex: Nós começamos a correr.

o   MOMENTO FINAL DA AÇÃO ( acabar de, deixar de + infinitivo)
Ex: Acabei de passar.


terça-feira, 26 de março de 2013

É hoje o Dia do Livro Português


Os Livros

Apetece chamar-lhes irmãos,
tê-los ao colo,
afagá-los com as mãos,
abri-los de par em par,
ver o Pinóquio a rir
e o D. Quixote a sonhar,
e a Alice do outro lado
do espelho a inventar
um mundo de assombros
que dá gosto visitar.
Apetece chamar-lhes irmãos
e deixar brilhar os olhos
nas páginas das suas mãos.

José Jorge Letria,
Pela casa fora, 1997


Ao longo dos séculos, o livro tem tido várias funções, com principal destaque para a evolução do saber, como grande veículo promotor da cultura, da educação, da ciência e da democracia.
A 26 de março de 1487 foi impresso o Pentateuco em Hebraico, o primeiro livro impresso em Portugal. E, por iniciativa da Sociedade Portuguesa de Autores, tem-se vindo a assinalar o Dia do Livro Português a 26 de março, que representa a importância do livro e da língua portuguesa na evolução do saber e do ser da Humanidade.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

História da Língua Portuguesa



·         A origem

o   Expansão do Império Romano:
Latim era a língua utilizada.
Português e as línguas românicas, o galego, o castelhano, o francês, o italiano, o catalão, o romeno…

Surgiram da mistura do latim e os idiomas falados nas diferentes regiões europeias conquistadas pelo Romanos

O latim apresentava diferentes registos linguísticos:
O latim vulgar, falado pelo povo
O latim literário e culto, usado pelos escritores e falado nos discursos no Fórum.

·         Influências de outros povos

o   Visigodos e Suevos
Os Visigodos e os Suevos invadem a Península Ibérica (mas aceitam a língua e cultura existentes).   
   Porém, muitas palavras, sobretudo dos Visigodos, entraram na língua.

Algumas das palavras herdadas: brandir , vassalo, elmo, estribo, guerra, raça, luva, Ricardo, brecha, orgulho, barriga…



o   Árabes
Invasão árabe ocupando quase toda a Península Ibérica.
 A sua língua deixou marcas maiores do que os Visigodos  a nível de vocabulário relacionado com a agricultura ( azeitona, laranja, açúcar, algodão, azenha, tâmara, alfarroba…), a guerra ( atalaia, alcácer, alferes, tambor…) as ciências ( álgebra, algarismo, alambique…) a construção ( tabique, azulejo…), etc.

·         O verdadeiro nascimento da língua Portuguesa
A evolução do latim nasce, ao nível da oral, o galego-português, língua falada na Galiza e no Norte de Portugal.
Mas o latim continuava a ser usado como única língua escrita, nos documentos jurídicos, pelo clero e por alguns nobres.
Porém, a partir do século XII o galego- português passa a ser usado também na escrita.
Em 1143, inicia-se um processo linguístico no sentido da autonomização do falar do povo de Entre Douro e Minho em relação ao falar da Galiza.
No século XIII a mando de D. Dinis, os livros e documentos passam a ser escritos em Português.

Influências posteriores
Nos séculos XV e XVI, com a expansão marítima, a língua portuguesa começou a ser falada em muitas regiões de África, da Ásia e América do Sul, com isto, foram arrecadadas palavras provenientes dessas origens.

Africa: Missanga, macaco, cachimbo, banana, samba, carimbo, tanga…
Ásia: Leque, chá, pagode, canja, chávena, soja, biombo…
América: Ananás, piroga, canoa, cacau, chocolate, batata, amendoim, furação…

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Funções sintáticas ao nível da frase


 
Uma frase é constituída por uma palavra ou grupos de palavras que funcionam como uma unidade de sentido completo. Assim, cada elemento da frase desempenha uma função distinta, denominada função sintática.

 

Sujeito: aquele que desempenha a acção.

Pode ser representado por:

·         Um determinante e um nome

Ex: O António adormeceu.

·         Um nome

Ex: Coimbra é a cidade dos estudantes.

·         Um pronome

Ex: Ela escreve bem.

·         Uma palavra ou expressão nominal

Ex: Nevar é típico no inverno.

 



Tipos de Sujeito:


Sujeito Simples – é constituído por apenas um grupo nominal ou por uma oração
Ex: O meu cão gosta de brincar com as crianças.
Ex:O Pedro passou de ano.
Ex:Lisboa é banhada pelo rio Tejo.

Sujeito composto -  é constituído por uma coordenação de grupos nominais ou de orações.

Ex:O cão e o gato gostam de brincar com as crianças.
Ex:O Pedro e a Maria passaram de ano.
Ex:Lisboa e Setúbal são banhadas por rios.
Ex:Eu, tu e ele trabalhamos todos os dias.

Sujeito Nulo

·         Sujeito subentendido – Não está expresso o sujeito, mas, pelo contexto, sabe-se quem pratica ação.

 

Ex: Adormecem cedo

·        
Sujeito Indeterminado -
Não se sabe quem pratica a ação

 

Ex: Conta-se que era uma princesa
(...) Assaltaram hoje muitas lojas na baixa.


Sujeito Expletivo – Ocorre com verbos impessoais.

Ex: Parece que o exame correu mal.
Ex:Trovejou muito esta tarde..
Ex:Está a chover muito.

Predicado


É a função sintática desempenhada pelo verbo e pelos complementos que seleciona.

Permite determinar o objetivo indicado pelo sujeito ou afirmar algo sobre este.

É constituído pelo verbo e pelos constituintes dele presentes:

·         Complemento direto

·         Complemento indireto

·         Complemento oblíquo

·         Predicativo do sujeito

·         Predicativo do complemento direto

·         Complemento agente da passiva

Ex: O filho escreveu uma carta à mãe.

Ex: Fiquei comovido com o teu gesto.

Ex: A aluna não ganhou a bolsa, infelizmente


Funções Sintáticas internas ao grupo nominal


Complementos do nome (obrigatório) ( antigo complemento determinativo)

São elementos que, pela intima relação que têm com o nome, lhe alteram o sentido, caso sejam retirados; aparecem sempre à direita do nome, tratando-se de constituintes obrigatórios.

·         Um grupo preposicional que restringe a realidade do nome

Ex: A visita de estudo correu bem.

·         Um adjetivo colocado à direita do nome, formando uma unidade de sentido

Ex: A carta topográfica estava errada.

 

 

Modificadores do nome (facultativo)

·         Restritivo (antigo atributo) – É um constituinte do grupo nominal que se situa normalmente à direita do nome e que não pode aparecer separado por vírgulas.

Pode ser um adjetivo, um grupo preposicional ou uma oração subordinada relativa restritiva.

Ex: Um cão vadio dormia na rua.

Ex: O passeio de bicicleta foi interessante.

·         Apositivo (antigo aposto) – É constituinte que presta uma informação adicional, sendo sempre isolado por vírgulas. Pode ser um grupo nominal, um grupo adjetival, um grupo preposicional ou uma oração subordinada relativa explicativa.

 Ex: O atleta, pessoa humilde e empenhada, lesionou-se.

 

Funções Sintáticas internas ao grupo verbal

 

 

·         Complemento direto – é o elemento que está diretamente ligado a um verbo transitivo direto.

Ex: Ontem comprei um livro.

·         Complemento indireto – é o elemento que se encontra indiretamente ligado a um verbo transitivo por meio da preposição a.

Ex: Darei flores à minha namorada

·         Complemento oblíquo é um constituinte obrigatório que pode apresentar a forma de grupo preposicional ou grupo adverbial e ainda coordenação de uma dessas formas.

 

Ex: A Joana vive em Coimbra

 

Ex: Puseste ali o livro?

 

·         Complemento agente da passiva – é um grupo preposicional introduzido pelo preposição por, que corresponde ao sujeito da ação.

 

Ex: A baleia foi encontrada por um pescador. (Um pescador encontrou a baleia)

 

·         Predicativo do sujeito – surge na oração junto de verbos copulativos, e que estabelece uma relação de sentido com o sujeito.

 

Ex: O miúdo ficou magoado no jogo.

NOTA: Verbos Copulativos (Ser, estar, ficar, continuar, parecer, permanecer, andar, tornar-se).

·         Predicativo do complemento direito – é o elemento que se junta ao complemento direto dos verbos como considerar e eleger.

 

Ex: A assembleia nomeou o João presidente.

 

·         Modificador (antigo grupo móvel) – é um constituinte funcional opcional (pode estar na frase ou não), que é selecionado pelo núcleo do grupo sintático de que depende. Pode ser constituído por:

 

o   Um grupo adverbial não é exigido por nenhum elemento da frase. Podem ser interrogados ou negados.

 

Ex: A professora leu o texto pausadamente.

 

Ex: Os alunos foram ontem a uma visita de estudo.

 

o   Um grupo preposicional não exigido pelo núcleo verbal, sendo sempre iniciado por uma preposição; pode ser identificado através de uma pergunta cuja resposta corresponde ao grupo verbal.

 

o   Uma frase subordinada que tem como função modificar o grupo verbal.

 

Ex: Necessito de mais tempo para concluir este trabalho.

(oração subordinada final)

 

Ex: Maria chorou quando o seu quando morreu.

(oração subordinada temporal)

 

Ex: Foi à discoteca porque queria divertir-se.

(oração subordinada causal)

 

·         Vocativo – o vocativo é a função que identifica o interlocutor e que ocorre frequentemente em frases imperativas, exclamativas e interrogativas.

Funciona como aposição ao sujeito, expresso ou subentendido, aparecendo sempre isolado por vírgulas.

 

Ex: Maria, faz-me um favor.

 

Ex: Já te disse, filho, para estudares!

 

Ex: Vais amanhã ao cinema, João?

                     Ex: Ó Catarina, chega aqui!


 

Nota:. Verbos intransitivos — São aqueles que possuem sentido completo, não carecendo, por isso, de qualquer complemento.

Verbos transitivos São aqueles que, possuindo embora significação, se revelam insuficientes para exprimir integralmente a acção, precisando, portanto, de ser completados.





 

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