sexta-feira, 7 de março de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
António Gedeão
António Gedeão, (Rómulo Vasco da Gama de
Carvalho), nasceu em Lisboa em 1906 e faleceu em 1997.
Aos 5 anos escreveu os seus primeiros poemas e aos 10 decidiu completar "Os Lusíadas" de Camões.
Em 1931 licenciou se em Ciências Físico Químicas pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
Exigente e comunicador por excelência, para
Rómulo de Carvalho ensinar era uma paixão e uma dedicação.
Apesar da intensa atividade científica, Rómulo de Carvalho nunca esqueceu a arte das palavras e continuou sempre a escrever poesia.
Porém, não a considerando de qualidade e pensando que nunca seria útil a ninguém, nunca tentou publicá la, preferindo destruí-la.
Só em 1956, após ter participado num concurso de poesia de que tomou conhecimento no jornal, publicou, aos 50 anos, o primeiro livro de poemas "Movimento Perpétuo" com o pseudónimo António Gedeão.
Continuou depois a publicar poesia, aventurando se, anos mais tarde, no teatro, no ensaio e na ficção.
Nos seus poemas há uma relação perfeita entre a ciência e a poesia, a vida e o sonho, a lucidez e a esperança.
Aí reside a sua originalidade, difícil de catalogar, originada por uma vida em que sempre coexistiram esses dois interesses totalmente distintos.
A poesia de Gedeão é bastante comunicativa e marca toda uma geração que, reprimida por um regime ditatorial e atormentada por uma guerra, cujo fim não se adivinhava, se sentia profundamente tocada pelos valores expressos pelo poeta e assim se atrevia a acreditar que, através do sonho, era possível encontrar o caminho para a liberdade.
É deste modo que "Pedra Filosofal", musicada por Manuel Freire, se torna num hino à liberdade e ao sonho.
Apesar da intensa atividade científica, Rómulo de Carvalho nunca esqueceu a arte das palavras e continuou sempre a escrever poesia.
Porém, não a considerando de qualidade e pensando que nunca seria útil a ninguém, nunca tentou publicá la, preferindo destruí-la.
Só em 1956, após ter participado num concurso de poesia de que tomou conhecimento no jornal, publicou, aos 50 anos, o primeiro livro de poemas "Movimento Perpétuo" com o pseudónimo António Gedeão.
Continuou depois a publicar poesia, aventurando se, anos mais tarde, no teatro, no ensaio e na ficção.
Nos seus poemas há uma relação perfeita entre a ciência e a poesia, a vida e o sonho, a lucidez e a esperança.
Aí reside a sua originalidade, difícil de catalogar, originada por uma vida em que sempre coexistiram esses dois interesses totalmente distintos.
A poesia de Gedeão é bastante comunicativa e marca toda uma geração que, reprimida por um regime ditatorial e atormentada por uma guerra, cujo fim não se adivinhava, se sentia profundamente tocada pelos valores expressos pelo poeta e assim se atrevia a acreditar que, através do sonho, era possível encontrar o caminho para a liberdade.
É deste modo que "Pedra Filosofal", musicada por Manuel Freire, se torna num hino à liberdade e ao sonho.
Nos anos seguintes dedicou se por inteiro à
investigação, publicando numerosos livros, tanto de divulgação científica, como
de história da ciência.
Gedeão também continuou a sonhar, e em 1984, publicou “Poemas Póstumos”.
Em 1990, já com 83 anos, Rómulo de Carvalho assumiu a direcção do Museu Maynense da Academia das Ciências de Lisboa, sete anos depois de se ter tornado sócio correspondente da Academia de Ciências, função que desempenharia até ao fim dos seus dias.
Quando completou 90 anos de idade, a sua vida foi alvo de uma homenagem a nível nacional.
O professor, investigador, pedagogo e historiador da ciência, bem como o poeta, foi reconhecido publicamente por personalidades da política, da ciência, das letras e da música.
Gedeão também continuou a sonhar, e em 1984, publicou “Poemas Póstumos”.
Em 1990, já com 83 anos, Rómulo de Carvalho assumiu a direcção do Museu Maynense da Academia das Ciências de Lisboa, sete anos depois de se ter tornado sócio correspondente da Academia de Ciências, função que desempenharia até ao fim dos seus dias.
Quando completou 90 anos de idade, a sua vida foi alvo de uma homenagem a nível nacional.
O professor, investigador, pedagogo e historiador da ciência, bem como o poeta, foi reconhecido publicamente por personalidades da política, da ciência, das letras e da música.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Simbologia das cores
É possível compreender a simbologia das cores e
através delas dar e receber informações.
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Vejamos alguns
exemplos de cores e sua simbologia:
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O preto está associado à ideia de
morte, luto ou terror, no entanto também se liga ao mistério e à fantasia,
sendo hoje em dia uma cor com valor de uma certa sofisticação e luxo.
Significa também dignidade.
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O branco associa-se à ideia de paz,
de calma, de pureza. Também está associado ao frio e à limpeza.
Significa inocência e pureza.
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O cinzento pode simbolizar o medo
ou a depressão, mas é também uma cor que transmite estabilidade, sucesso e
qualidade.
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O Vermelho é a cor da paixão e do
sentimento. Simboliza o amor, o desejo, mas também simboliza o orgulho, a
violência, a agressividade ou o poder.
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O Verde significa vigor, juventude,
frescor, esperança e calma.
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O Amarelo transmite calor, luz e
descontração. Simbolicamente está associado à prosperidade. É também uma cor
energética, ativa que transmite otimismo. Está associada ao verão.
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O Laranja é uma cor quente, tal
como o amarelo e o vermelho. É pois uma cor ativa que, significa movimento e
espontaneidade.
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O Azul é a cor do céu, do espírito
e do pensamento. Simboliza a lealdade, a fidelidade, a personalidade e
subtileza. Simboliza também o ideal e o sonho. É a mais fria das cores frias.
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O Castanho é a cor da Terra. Esta
cor significa maturidade, consciência e responsabilidade. Está ainda
associada ao conforto, estabilidade, resistência e simplicidade.
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O Roxo transmite a sensação de
tristeza. Significa prosperidade, nobreza e respeito.
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O Rosa significa beleza, saúde,
sensualidade e também romantismo.
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O prateado é uma cor associada ao
moderno, às novas tecnologias, à novidade, à inovação.
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O Dourado está simbolicamente associado
ao ouro e à riqueza, a algo majestoso.
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A Declaração
Características:
·
Traduz
autoridade (excluir, atestar)
·
Linguagem
forma
·
Expressões/palavras
específicas
Ø
Expressão:
“Para devidos efeitos”
Ø
Palavras:
“certificar, declarar, atestar, o declarante…”
·
Uso
de verbos declarativos (certificar, declarar, atestar)
·
Uso
da 1ª pessoa ou da 3ª pessoa
Finalidades das declarações
·
Confirmar a presença de uma pessoa num
determinado lugar;
·
Autorizar a presença de uma pessoa num
determinado lugar;
·
Justificar a presença de uma pessoa num
determinado lugar;
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente
Erros meus, má Fortuna,
Amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a Fortuna sobejaram,
Que para mim bastava Amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as mágoas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente
Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa a que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.
De Amor não vi senão breves enganos.
Oh! Quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a Fortuna sobejaram,
Que para mim bastava Amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as mágoas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente
Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa a que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.
De Amor não vi senão breves enganos.
Oh! Quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Homenagem aos professores
Ao
final da tarde do passado dia 10 de outubro, nós, alunos do 10ºD do Curso de
Línguas e Humanidades participamos numa homenagem aos professores da nossa
escola.
Decidimos
promover esta homenagem plantando uma árvore muito especial, uma ginkgo biloba, considerada um fóssil vivo, esta árvore é símbolo da paz
e da longevidade por ter sobrevivido às explosões atómicas no Japão.
A
homenagem começou com a leitura de Natália Santos, um texto por ela escrito.
“Estamos
aqui hoje para prestar uma homenagem aos professores da nossa escola porque
eles fazem tanto por nós e chegou a altura de mostrarmos o nosso agradecimento.
Queremos-lhes agradecer pela sua preocupação diária para com os alunos, para
nos proporcionar uma boa educação para conseguirmos alcançar os objetivos para
o nosso futuro. Os professores não nos ajudam apenas a ser bons alunos, apesar
de muitas vezes não nos apercebermos, os professores têm também uma grande
contribuição naquilo que somos hoje, como pessoas. Eles ensinaram-nos, e
continuam a nos ensinar, a ser cidadãos responsáveis.
Para
isso a nossa turma decidiu plantar uma árvore. Em que o tronco que é o suporte,
representaria os professores da nossa escola e os ramos representariam os
alunos que se encontram em constante crescimento.”
De seguida os alunos Nuno Emanuel e Helena Silva declamaram o poema
“Professor, diz-me porquê?” de Cecília
Meireles
Professor diz-me porquê?
Por que roda o meu pião?
Ele não tem roda
e roda, gira, rodopia
e cai morto no chão…
-
Tenho nove anos, professor
e há tanto mistério à minha roda
que eu queria desvendar
Por que é que o carro é azul?
Por que é que marulha o mar?
Porquê?
Tantos porquês que eu…
eu queria saber!
E tu que não me queres responder!
-
Tu falas, falas professor daquilo que te interessa.
Tu obrigas-me a ouvir
quando eu quero falar,
se eu vou descobrir
faz-me decorar!
É a luta professor
a luta em vez do amor….
-
mas,
enquanto tua voz zangada ralha
tu sabes, professor,
eu fecho-me por dentro,
faço uma cara resignada
e finjo que não penso em nada,
mas penso…
-
Penso em como era engraçada
aquela rã
que esta manhã ouvi coaxar…
Que graça que tinha
aquela andorinha
que ontem à tarde vi passar.
-
E quando tu podes vens definir
o que são conjuntos e preposições,
quando me fazes repetir
que os corações
tem duas aurículas e dois ventrículos
e tantas
tantas mais definições…
-
Meu coração, o meu coração
Que não sei como é feito
E nem quero saber…
Cresce dentro do peito
A querer saltar pra fora, professor
E ver se tu assim compreenderias
E me farias mais belos os dias!
Por que roda o meu pião?
Ele não tem roda
e roda, gira, rodopia
e cai morto no chão…
-
Tenho nove anos, professor
e há tanto mistério à minha roda
que eu queria desvendar
Por que é que o carro é azul?
Por que é que marulha o mar?
Porquê?
Tantos porquês que eu…
eu queria saber!
E tu que não me queres responder!
-
Tu falas, falas professor daquilo que te interessa.
Tu obrigas-me a ouvir
quando eu quero falar,
se eu vou descobrir
faz-me decorar!
É a luta professor
a luta em vez do amor….
-
mas,
enquanto tua voz zangada ralha
tu sabes, professor,
eu fecho-me por dentro,
faço uma cara resignada
e finjo que não penso em nada,
mas penso…
-
Penso em como era engraçada
aquela rã
que esta manhã ouvi coaxar…
Que graça que tinha
aquela andorinha
que ontem à tarde vi passar.
-
E quando tu podes vens definir
o que são conjuntos e preposições,
quando me fazes repetir
que os corações
tem duas aurículas e dois ventrículos
e tantas
tantas mais definições…
-
Meu coração, o meu coração
Que não sei como é feito
E nem quero saber…
Cresce dentro do peito
A querer saltar pra fora, professor
E ver se tu assim compreenderias
E me farias mais belos os dias!
Por último passamos à plantação da nossa árvore, com participação dos
alunos do ensino especial.
Pusemos terra e regámo-la.
sábado, 12 de outubro de 2013
Atos ilocutórios/ Atos de fala
Os enunciados podem servir para:
·
Emitir
juízos
·
Expressar
emoções
·
Levar
os outros a fazerem algo
·
Criar
realidade nova
·
Legitimar
a realidade
A linguagem
tem assim uma função social.
Vejamos alguns exemplos:
a.
Comprei
um bilhete para ir a Paris.
b.
Queres
acompanhar-me?
c.
Concordo
com a tua opinião.
d.
Não
te esqueças de comprar o leite.
e.
Asseguro-te
que amanhã te envio os resultados.
f.
Que
bela manhã de primavera.
g.
Agradeço-te
sinceramente o apoio que me deste.
h.
Eu
te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo.
Intenção de cada frase:
a.
O
locutor informa sobre algo verídico.
b.
O
locutor que o interlocutor realize uma ação, responda a um pedido.
c.
O
locutor acredita na verdade que afirma.
d.
O
locutor que o interlocutor realize uma ação, cumpra uma ordem.
e.
O
locutor compromete-se com realização da ação.
f.
O
locutor exprime estados psicológicos: deslumbramento relativamente à manhã.
g. O locutor exprime um estado
psicológico: agrado/ reconhecimento pelo apoio manifestado.
h. O locutor valida/ legitima uma determinada
situação.
Ao produzir um enunciado, em
contexto específico, o falante executa, implícita atos como:
·
Afirmar
·
Avisar
·
Ordenar
·
Perguntar
·
Pedir
·
Prometer
·
Criticar
·
Objetar
Verbos que
denotam explicitamente atos ilocutórios
A
força ilocutória é expressa pela ordem das palavras, entoação, pontuação, modo
verbal, por advérbios e interjeições.
Exemplo:
- Feche a
porta!
-
Importa-se de fechar a porta?
Exemplos de atos ilocutórios
·
Assertivos (certeza)
– indicam que o emissor assume a verdade do enunciado
Verbos:
admitir, acreditar, concordar, confessar, informar, discordar, negar…
·
Diretivos (ordens)
– Traduzem a vontade em realizar uma ação.
Verbos:
aconselhar, esperar, exigir, lembrar, mandar, obrigar, ordenar, pedir, proibir,
querer…
Usam os verbos no imperativo.
·
Compromissivos (assumir o futuro) - Expressam a intenção de realizar
uma ação no futuro.
Verbos:
comprometer-se, jurar, prometer, garantir, tencionar
Ligo-te amanhã!
·
Expressivos- Expressam
sentimentos, emoções, estados de espírito
Verbos: adorar, agradecer,
congratular-se deplorar, gostar, lamentar, odiar, desculpar…
Que lindo
casaco!
·
Declarativos (mudar a realidade) - A declaração coloca o locutor em
termos de poder de avaliar a realidade
Verbos: declarar, nomear, demitir, batizar, demitir, condenar…
Está aberta a
sessão!
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